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Residência Paranapanema/ SP

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Perspectiva Ilustrativa – Sala de estar e lazer (opção 01)

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Planta do Térreo (clique para ampliar)

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Planta do Superior (clique para ampliar)

Perspectivas em Voo de Pássaro – Maximização da área possível de ocupação do lote, com formato minimalista e facilidade construtiva.

Perspectivas Ilustrativas Externas – fachadas limpas e áreas externas de lazer, convivência, conforto e descanso. Ampla área de churrasqueira e jardim de inverno com árvode de folhagem perene e redário.

Perspectivas Ilustrativas Noturnas – Estudo luminotécnico conta com wall washing e up light, com retro-iluminação em vegetação

Perspectivas Ilustrativas do Projeto de Interiores – Ambientação com base gastronômica, bar e lazer

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Perspectiva Ilustrativa – Sala de estar e lazer (opção 02)

Estação de Monotrilho de Grande Capacidade (Estação Cidade Tiradentes – Linha 2 – verde do metrô)

LOGOTIPO_MONOTRILHO_RAPHAEL_TOSCANO®

PROPOSTA

Antes considerado um bairro dormitório, Cidade Tiradentes vê seu panorama mudar. A Zona Leste tornou-se o principal vetor de expansão da cidade de São Paulo, razão pelo qual temos a necessidade de melhorias nos âmbitos de todos os serviços públicos ofertados para a região.

Muitos conhecem ou já ouviram falar do Fura-Fila, corredor de ônibus proposto pelo ex-prefeito Celso Pitta. Estava previsto no PITU 2025 (Plano Integrado de Transportes Urbanos), que define a criação e expansão dos transportes para a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP).

Logicamente a demanda foi alterada ao longo desses anos, e a Companhia do Metrô de São Paulo estudou a proposta de implantação de um modal ainda desconhecido no Brasil, e no mundo: o monotrilho de grande capacidade.

fabricado especialmente para esta demanda, será capaz de transportar até 550 mil passageiros/ dia, e substituirá o antigo fura-fila, atual Expresso Tiradentes, no trecho entre Vila Prudente e Cidade Tiradentes, com as obras já iniciadas, integrando-o com o metrô, sendo uma extensão da Linha 2 – Verde.

A concepção formal do projeto inicia-se pela cuidadosa escolha do terreno. Era necessário localizar um terreno amplo, que possibilitasse a diluição do grande fluxo de passageiros e usuários flutuantes, que buscasse ão produzir desapropriações e que otimizasse sua utilização. Este local, foi localizado junto à Avenida dos Metalúrgicos, de fronte ao Hospital Cidade Tiradentes, que nomeou a estação, passando a ser conhecida como “Estação hospital Cidade Tiradentes”.

FOTO_AÉREA_REFERÊNCIAS

Legenda:

01 – Hospital Cidade Tiradentes

02 – ETEC de Saúde Pública

03 – Clube Escola Municipal

04 – Centro de Artes Pombos Urbanos

05 – Escolas (municipais e estaduais)

06 – CEU Água Azul

07 – Escola Técnica

O TERRENO

O entorno colaborou para a otimização de seu uso, pois traz a implantação de outros importantes equipamentos públicos como a Escola Técnica de Saúde Pública, o CEU Água Azul, um Clube Escola da prefeitura, o Centro Cultural Pombos Urbanos, cerca de 7 escolas públicas próximas, em um raio menos que 500 metros da estação proposta, além do projeto do Centro Olímpico Municpal, no terreno livre adjacente à estação.

Além desses equipamentos, o terreno escolhido apresenta-se entre duas grandes massas habitadas, com mais de 220 edifícios de conjuntos habitacionais. Como a Cidade Tiradentes, ainda não produz número suficiente de oportunidade de emprego e renda, essa população toda desloca-se diariamente em busca dessas oportunidades no Centro de São Paulo e em outras regiões, o que reforça a necessidade de um transporte público de qualidade.

Seguindo o plano da Cia. do Metrô de São Paulo de implantação do monotrilho, a proposta acadêmica dá origem à concepção de uma estação que não seja padronizada (que foi parâmetro determinado pelo Metrô) e busca criar um edifício diferenciado das demais estações, que traga uma identidade à região que seja articulador entre espaços urbanos descontínuos por falta de infra-estrutura de locomoção, como ruas sem saída e grandes desníveis entre vias.

O projeto irá inserir-se em um forte contexto urbano, em uma região de constantes mudanças biofísicas, com dinâmicas de crescimento exponencial e que, a cada dia, busca integrar-se ao caos da urbe São Paulo.

DIAGRAMA_DE_ACESSOS

DIAGRAMAS_DE_FLUXO_PAVIMENTOS

A CONCEPÇÃO

Escolhido o terreno, este fora confirmado pela Cia. do Metrô, tempo depois, como o real local de implantação da estação referida, pelos mesmos motivos anteriormente apresentados. A concepção parte da intenção de integrar as vias de cota superior com a Avenida dos Metalúrgicos, em cota inferior. A estação funcionará como elemento articulador de vias desconexas, permitindo livre passagem de pedestres em seu interior (Vide diagrama de fluxos).

A estação crava-se no monte, como este sendo parte de sua arquitetura. Escava-se parcialmente o morrote e exibi-se a cortina de concreto armado, como composição de fachada contínua ao elemento natural que é o arrimo, como uma rocha aparente e com função de sustenção do corte do terreno. Discretiza-se a rocha e teremos o minério de ferro, na forma de perfis das fachadas em aço patinável (escolhido devido à alta salinidade do solo micáceo e da atmosfera local), como demonstra o diagrama de composição de fachada abaixo.

Em um jogo com duas ferramentas do arquitetos – os esquadros de 45° e 30°/60° – temos a angulação dos perfis compositivos das fachadas, o que padroniza os cálculos de forças, já que as faces do edifícios têm função estrutural.

DIAGRAMA_DE_COMPOSIÇÃO_FACHADA

Abaixo, os ângulos compositivos dos perfis metálicos das elevações. Tal angulação permitiu o cálculo uniforme dos perfis e a padronização na produção do diagrama das fachadas.

DIAGRAMA_ANGULOS

Buscando identidade com a região e afirmando a estação proposta como equipamento de uso público, além da passagem livre entre os pavimentos, tem criada uma área para comércio popular local no térreo e uma praça com acesso na cobertura, além de uma baia e ponto para microônibus da localidade. O exercício de projeto da estação de monotrilho permitiu estudos em todas as escalas, partindo do urbano, com sua ideologia de implantação articuladora e como parte de um elemento natural do terreno, indo à escala do sistema estrutural, adequando seu programa ao fluxo de passageiros e instigando à novas soluções construtivas e a correta utilização dos materiais, produzindo uma concepção arquitetônica de Desenho Total.

Abaixo, a tomada das duas principais fotos para visualização do terreno.

FOTOS_TERRENO

A seguir, o projeto completo da Estação de Monotrilho:

PROJETO_IMPLANTAÇÃO

PROJETO_TÉRREO

PROJETO_MEZANINO_INFERIOR

PROJETO_PLATAFORMAS

PROJETO_MEZANINO_SUPERIOR

PROJETO_COBERTURA

PANORAMICA_COBERTURA

PROJETO_CORTE_AA

PROJETO_CORTE_BB

PROJETO_CORTE_CC

PROJETO_ELEVAÇÃO_01

PROJETO_ELEVAÇÃO_02

PROJETO_ELEVAÇÃO_03

PROJETO_PASSARELA

DETALHAMENTOS

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RESTAURO – RUA FLORÊNCIO DE ABREU

A proposta acadêmica que se segue, consiste em um restauro à uma fachada de uma antiga residência localizada à Rua Florêncio de Abreu, no Centro de São Paulo. O edifício ao qual pertence a fachada não era objeto de tombamento histórico, portanto, conserva-se-á apenas o seu fronte.

Como processo de revitalização do imóvel, o interior do lote fora desobstruído da antiga edificação, e a fachada abrigaria a entrada da nova proposta de uso: Um restaurante, uma livraria/ revistaria e um café.

O projeto buscou soluções de construção através de sistemas construtivos leves, por meio de perfiz metálicos e fechamento em vidro, procurando melhor aproveitamento da iluminação natural dentro do lote.

A imagem abaixo situa os principais elementos da antiga fachada deteriorada, identificando os elementos compositivos, as degradações sofridas e o tipo de intervenção adequada (clique na imagem para ampliá-la).

A imagem a seguir mostra-nos o mapeamento gráfico das patologias (clique na imagem para ampliá-la).

Os danos e manifestações encontrados foram: desprendimento de pedaço das esquadrias, formação de humus nas alvenarias próximas ao chão, troca das esquadrias de madeira por ferro, oxidação das esquadrais metálicas, perda de elementos de ornato das colunas, grafitagem nas alvenarias e nas portas de enrolas, formação de crosta negra.

As causas foram identificadas como: depredação, ação de intempéries, semeadura por pragas urbanas e umidade proveniente do solo.

Origens: falta de manutenção periódica, falta de segurança, semeadura de pombos, colônia de fungos e poluição causada por emissão de gases poluentes (dióxido de carbono, fumaça, etc).

Agentes: água pluvial, pragas urbanas (pombos), ação de profissionais não entendidos na área no manuseio dos elementos da fachada, emprego de materiais tradicionais, vândalos, colônia de fungos.

Condutas a serem tomadas: limpeza das superfícies, substituição das esquadrias metálicas por esquadrias de madeira (somente janelas), colocação de esquadrias de ferro com vidro inteiriço no lugar as portas de enrolar no térreo (tipo Blindex), aplicação de substância anticorrosiva nos gradis, aplicação de massa pigmentada nas alvenarias, colocação de vidros nas esquadrias de madeira e reconstituição dos ornatos integrados, reforço estrutural com pilares e vigas metálicos em perfil “I”.

Abaixo, alguma das degradações encontradas.

          A INTERVENÇÃO DE ADIÇÃO BUSCOU DEIXAR O MÁXIMO DE ESPAÇO LIVRE E COM SOLO PERMEÁVEL NO LOTE, COM A CRIAÇÃO DE DOIS VOLUMES EM DOIS NÍVEIS, LOCADOS NAS LATERIAIS DO TERRENO. A FACHADA FORA ESTRUTURADA POR UMA TRAMA DE PILARES E VIGAS METÁLICAS EM PERFIS “I” ENGASTADOS E SEMI-ENTERRADOS NO SOLO, GARANTINDO A ESTABILIDADE E PRUMO DA ALVENARIA. OS VÃOS INFERIORES RECEBERAM CAIXILHARIA COM VIDROS INTEIRIÇOS, ENQUANTO A PARTE SUPERIOR TEVE AS ESQUADRIAS DE MADEIRA RECONSTITUÍDAS E OS VIDROS RECOLOCADOS.

          A PROPOSTA DE RECUPERAÇÃO DA FACHADA EMPREGOU, AO INVÉS DE PINTURA, MASSA PIGMENTADA COM TONALIDADE SEMELHANTE À ORIGINAL, OBTIDA POR PROCESSO DE INVESTIGAÇÃO POR ESTRATIFICAÇÃO DAS CAMADAS DE REVESTIMENTOS. TAL MASSA TORNA-SE MAIS RESISTENTE ÀS INTEMPÉRIES E AOS DANOS CAUSADOS POR OUTROS AGENTES, REDUZINDO GASTOS COM MANUTENÇÃO.

          ABRIU-SE, UM DISTANCIAMENTO DA FACHADA AOS EDIFÍCIOS, ASSIM COMO ENTRE OS VOLUMES PROPOSTOS, PERMITINDO AMPLA ÁREA DE CIRCULAÇÃO E CONVIVÊNCIA. O PAISAGISMO É SINGELO, UTILIZANDO VEGETAÇÃO ARBÓREA E ARBUSTIVA DE PEQUENO PORTE A MÉDIO, POSSIBILITANDO DESTACAR OS EDIFÍCIOS. PROPOSTOS DE SEREM EXECUTADOS EM ESTRUTURA METÁLICA, COM GRANDES VÃOS DE CAIXILHARIA, TRANSMITEM AOS OBSERVADORES, A TRANSPARÊNCIA E LEVEZA QUE ESTE TIPO DE ESTRUTURA POSSIBILITA REPRESENTAR.

          IMPLANTADOS NA ORIENTAÇÃO NORTE-SUL DO TERRENO, FAZ COM QUE SE OBTENHA SOL NAS ÁREAS DE CONVIVÊNCIA E CIRCULAÇÃO ,E NÃO DIRETAMENTE NO INTERIOR DOS EDIFÍCIOS, REDUZINDO O GASTO ENERGÉTICO COM CLIMATIZAÇÃO ARTIFICIAL. ECONOMIZA-SE TAMBÉM COM ILUMINAÇÃO, POIS OS VÃOS PERMITEM LUZ NATURAL AO MÁXIMO, SEM INSERÇÃO DE RAIOS SOLARES DIRETOS, E INTEGRAÇÃO COM O EXTERNO POR MEIO DE SUA TRANSPARÊNCIA.

          A PROPOSTA DE UMA TENSO-ESTRUTURA SERVINDO DE COBERTURA MÓVEL À ÁREA DE CONVIVÊNCIA/ PRAÇA PARTE DA SOLUÇÃO EM CAPTAR A ENERGIA SOLAR COM SUA FORMA CÔNCAVA EM ETFE FOTOVOLTAICO (MEMBRANA COM PROPRIEDADES FOTOVOLTAICAS), E EM CAPTAR ÁGUA DA CHUVA EM SUA PARTE CONVEXA, LANÇANDO-A AO SOLO EM ÁREA ESPECÍFICA, ONDE A ÁGUA PLUVIAL É FILTRADA E ENVIADA A UM RESERVATÓRIO PODENDO SER UTILIZADA NA IRRIGAÇÃO DAS ÁREAS VERDES, EM VASOS SANITÁRIOS E PARA LIMPEZA.

          AS ÁGUAS CINZAS TAMBÉM SERÃO TRATADAS E REUTILIZADAS, AO PASSO QUE AS ÁGUAS NEGRAS PROVENIENTES DE RALOS E DESCARGAS DE VASOS SANITÁRIOS SERÃO TRATADAS ANTES DE SEREM DESPEJADAS NA REDE DE ESGOTOS.
ENTENDENDO A IMPORTÂNCIA DAS QUESTÕES DA SUSTENTABILIDADE, PROJETOU-SE UMA CONSTRUÇÃO QUE BUSCA SER O MÍNIMO IMPACTANTE AO SE EDIFICAR E OCUPAR UM SOLO.

1.TÉRREO

2.MEZANINO

3.FACHADA RESTAURADA

4.CORTE A

5.DETALHAMENTOS

6.CAFETERIA

7.COZINHA INDUSTRIAL DO RESTAURANTE

9.DESPENSA E SANITÁRIOS

TRABALHO ORIENTADO PELO PROFESSOR EDGARD TADEU DIAS DO COUTO

CO-AUTORIA DE PROJETO: RAPHAEL TOSCANO POZZANI, DOMILDE DA COSTA KUENHE POMBAL, ANDERSON GARCIA, LUIZ FERNANDO NUNO MALVEZI E CARLOS JOSÉ.

FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO

CENTRO UNIVERSITÁRIO FIAM FAAM – FACULDADES INTEGRADAS ALCÂNTARA MACHADO E FACULDADES DE ARTES ALCÂNTARA MACHADO

8º PERÍODO – 1º SEMESTRE/ 2011

MUSEU DO DINHEIRO

MUSEU DO DINHEIRO

Localizados na Rua Mauá, em frente a Praça Julio Prestes erguem-se 3 volumes (Torre de Acesso, Ala de Exposição 1 e Ala de Exposição 2, todos com altura de 20 metros), interligados por passarelas a 12 metros de altura, oferecendo vistas privilegiadas do centro da cidade.

Foram feitos diversos estudos com relação aos expositores, suas dimensões e modo como os objetos seriam expostos. Além destes estudos, foi feita uma relação dos diversos itens a serem expostos, separados por data e origem, assim como tamanho e espaço necessário para visualização (definindo quantas pessoas observariam o objetos ao mesmo tempo, tempo de visualização por pessoa e tempo total do trajeto. A finalidade foi definir melhor a área dedicada a exposição, uma vez que o solo urbano é encarecido pela completa infra-estrutura e os metros quadrados construídos não podem ser desperdiçados.

Tem-se então, uma área mínima para exposição dos itens relacionados, possibilitando que a quadra seja o mínimo ocupada, preservando um espaço de qualidade com área gramada, arborizada e permeável, além da micro-climatização da quadra através das lâminas d’água que cerceiam a fachada frontal dos edifícios do Museu.

Para garantir a correta articulação do espaços das distintas atividades desenvolvidas no programa, foram estudados fluxogramas dos ambientes, o que derivou seu resultado para uma otimização na circulação e racionalidade ans movimentações dos profissionais e visitantes dentro do Museu, seja nas Alas de exposição, acesso ou setores administrativos (Ed. Tom Jobim).

A Torre de Acesso do museu será implantada na atual Praça General Osório e será separada da Ala de Exposição 1 pela rua de mesmo nome. A Ala 1 abrigará as cédulas, moedas e medalhas do Brasil e de vários países do mundo, sendo interligada com a Ala 2 por uma passarela de mesma altura que a primeira.

O paisagismo na praça adotada no terreno faz referência á geometria triangular da quadra onde está situado o Museu, e à malha viária das ruas adjacentes que interceptam o quarteirão. A lâmina d´água procura criar ambiência diferenciada àquela da área, valorizando a fachada principal do edifício. Os caminhos projetados levam o pedestre a observar a sua frente diferentes eixos visuais, como à praça Julio Prestes, a Sala São Paulo e o pórtico formado pela cobertura entre os volumes do museu.

O estacionamento possui entrada pelo Edifício Tom Jobim, que já contém duas portas para entrada de veículos. No entanto, o espaço destinado ao estacionamento se localiza abaixo da torre de acesso e avança até abaixo da Ala 1 de Exposição. Possui 78, considerando que pela lei de área deveria ter 135, mas excetuando que o lugar encontra-se a menos de 100 metros de um transporte público de massa (o metro – estação Luz do Metrô e da CPTM), poderia ser reduzido este número para um mínimo de 75 vagas. O espaço do estacionamento não possui pilares pois estes coincidem com as paredes do subsolo, não prejudicando as vagas.

Abaixo, planta do subsolo com estacionamento:

 Abaixo, planta do térreo de todo o conjunto – Torre de Acesso, Ala 1 e Ala 2 de esposição:

Abaixo, planta do superior de todo o conjunto – Torre de Acesso, Ala 1 e Ala 2 de esposição:

Os volumes do projeto foram afastados uns dos outros para garantir visibilidade e permeabilidade à quadra, que possui um eixo visual com a Praça Julio Prestes e a Sala São Paulo, além de valorizar a fachada do edifício do atual Instituto de Musica Tom Jobim, agregado ao projeto.

As lajes dos pavimentos superiores tiveram as áreas desnecessárias à exposição retiradas, recortando vãos no piso e direcionando o visitante em sua visita.

São propostos outros usos como cafeterias, restaurante, acervo de pesquisa com biblioteca temática, oficina de perícia e restauro e serviços bancários como abertura de contas e máquinas de saque e depósito. Todo o setor administrativo do museu se localizará na estrutura existente do edifício do Instituto de música Tom Jobim.

Abaixo, plantas dos pavimentos do edifício Tom Jobim que não constam junto ao demais pavimentos mostrados anteriormente – os pavimentos abaixo não fazem comunicação direta com as plantas do Térreo e Superior do Museu:

Os pé-direitos altos (12 metros para o térreo e 7 metros para o superior), permitem o uso de grandes panos de vidro sem causar o efeito-estufa proporcionado pela entrada dos raios de sol, uma vez que o ar quente se dissipa para fora através de aberturas tipo shad na treliça espacial da cobertura.

O sistema construtivo utilizado para vencer os vãos de piso e cobertura é a treliça espacial, que possibilita receber grandes cargas distribuindo-as quase igualmente pelas barras da estrutura com pouca altura do elemento. Os pilares tiveram seu comprimento de flambagem reduzido devido à utilização de barras soldadas e cabos tracionados juntos ao perfil tubular.Com isto, foi possível conceber um elemento estrutural com 12 metros de altura com um perfil de 30cm de diâmetro.

As passarelas que cruzam os volumes e o respectivo espaço no solo receberam uma cobertura de ETFE (membrana tensionada), que possibilita a passagem de luz controlada com filtro de raios UV, protegendo os pedestres e as visitantes das intempéries.

Segue corte Longitudinal:

Detalhes apontados no corte:

Seguem as imagens do Museu do Dinheiro

Vista da Rua Mauá com destaque para a Torre de Acesso. Clique na imagem para ampliá-la.

Vista da Rua Mauá, com destaque para o volume da Ala 2 de exposição. Clique na foto para ampliá-la.

Vista da Rua Mauá, com destaque para o volume da Ala 2 de exposição. Clique na foto para ampliá-la.

Vista posterior do Edifício. Em Primeiro plano, com a empena de concreto, o Ed. Tom Jobim, Clique na imagem para ampliá-la.

Imagem do interior da Torre de Acesso e mezanino de transferência para Ala 1 de Exposição. Clique na Imagem para ampliá-la.

Imagem do interior da Ala 1 de Exposição, Pode-se observar o piso do pavimento “retalhado”, excluindo aspaços desnecessários à exposição. Clique na imagem para ampliá-la.

Link para as pranchas do projeto. Clique com o botão direito e selecione “salvar link como” para fazer o download do arquivo.

01-APRESENTAÇÃO / TERRENO / IMPLANTAÇÃO

02-SUBSOLO / ESTACIONAMENTO

03-TÉRREO

04-SUPERIOR

05-CORTE / DETALHAMENTO / EDIFÍCIO TOM JOBIM

06-IMAGENS

07-ESTUDOS

PAVILHÃO OFICINA

PAVILHÃO PROFISSIONALIZANTE É PROPOSTO PARA A COMUNIDADE CARENTE DOS EUCALIPTOS, NO JABAQUARA, ZONA SUL DE SÃO PAULO

A implantação do Pavilhão é parte do projeto da disciplina de Laboratório de Urbanismo, lecionada pelo professor Edgard Couto, no Centro Universitário FIAM FAAM. O projeto constitui elemento de revitalização e valorização da área sito à Rua das Corruíras.

A proposta utiliza estrutura modular a partir de elementos de conteineres reutilizados. A princípio, o projeto pode ser implantado em qualquer terreno nivelado, e podendo também, ser desmontado para transporta-lo. Composto de três volumes, cada qual montado em cima de trilhos, pode ser encaixado dentro do conteiner adjacente quando da ausência das divisórias internas, formando dois, ou até mesmo um volume único quando for necessário.

O espaço abrange cursos de artesanato, música, artes e gastronomia. Faz da vida de quem frequenta o lugar, uma vivência profissionalizante. O terreno também abriga uma praça aberta a todos, muito bem arborizada, com mesas e cadeiras, oferecendo sombra e local de descanso ao visitante.

Em 140m², o pavilhão projetado possui uma área de mesas para refeição, sanitários, uma cozinha e ateliês. Executado utilizando montantes e fechamento metálicos de conteineres descartados do mercado, o pavilhão possui esquadrias pré-montadas metálicas inoxidáveis, possibilitando a mudança dos vãos a partir da remodulação das placas de fechamento.

Implantação

IMPLANTAÇÃO

vistas

Vistas

EDIFÍCIO MULTIFUNCIONAL E TÉCNICAS DE SUSTENTABILIDADE APLICADAS

O terreno proposto se localiza no bairro central da cidade de São Paulo e conta com completa infra-estrutura, como transporte público, comunicação e redes hídricas. O programa que deveríamos atender(habitação + comércio + serviços) propõe o devido uso dessa infra-estrutura instalada.

O projeto de um edifício multifuncional com a parcela residencial absorve 288  novos moradores.O centro de São Paulo viu, nas últimas décadas,seu esvaziamento populacional residente, se tornando um lugar quase exclusivamente para trabalho. Toda a infra-estrutura fica sub-utilizada, enquanto a ida desses antigos moradores da República para outras áreas demande melhorias onde antes não era necessário.

Ao mesmo tempo que são criadas habitações, o terreno também abrigará uma parcela de comércio e serviços e, como uma das premissas da Sustentabilidade, irá gerar emprego e renda que podem virem a ser aproveitados pelos próprios moradores da região. O edifício aqui proposto pretende valorizar o solo, pois este, no local do projeto, é caro e servido por completa infra-estrutura.

1.LOCALIZAÇÃO

TERRENO LOCALIZADO EM FRENTE A PRAÇA DA REPÚBLICA, NO CENTRO DE SÃO PAULO.

2.O ENTORNO – FOTOS E VOLUMETRIA EXISTENTE

3.OS PLANOS ESTRUTURAIS DO PROJETO

Observados os materiais utilizados e seu pesoespecífico, e a carga acidental, considerando tambémo peso próprio da estrutura, distribuidos suas cargas através de suas áreas de influências e considerando resistência do perfil metálico igual a 1000 kgf/cm², deu-se que as dimensões das peças metálicas a serem utilizadas em toda a estrutura são as seguintes:

Mesa – 20cm com espessura de chapa = 10mm.

Alma – 38cm com espessura de chapa = 15mm.

Este dimensionamento é valido tanto para vigas como pilares.

4.DIAGRAMA DE USOS

5.O PROJETO

A estrutura metálica não necessita de contraventamentos fixados nos perfis metálicos para garantir a estabilidade global da estrutura. A estabilidade desta se dá através do chumbamento da estrutura junto ao núcleo rígido do edifício (caixa de escadas e elevadores) que, executado em concreto armado, resiste aos esforços horizontais às quais a estrutura está submetida. O material escolhido para os perfis metálicos foi o aço cos-ar-cor, também conhecido como aço patinável. Uma das suas características é a oxidação natural da peça, que produz uma pátina (camada) que protege a estrutura. Outra característica, e do ponto de vista estrutural mais eficiente, é que essa pátina enrijece ainda mais o metal, atingindo uma resistência mecânica consideravelmente melhor.

A cobertura do edifício residencial irá abrigar uma plantação eólica, capaz de gerar energia diariamente para 50 apartamentos com consumo médio de 178kw/h por mês. Dados obtidos através de:

P=1/2r . v³ . p.r²P=247kw/h por mês

Onde: P = potência instalada

v = potência do vento

p=pi = raio da hélice

PLANTAÇÃO EÓLICA NA COBERTURA

Buscando soluções para tratamento das águas servidas do edifício, o projeto engloba um sistema natural de filtragem anaeróbico de águas, através de raízes de plantas como a Íris, que além de alto poder de absorção de toxinas, floresce anualmente. A água extraída pode ser liberada “limpa” para a rede de esgotos, ou utilizada em rega e lavagem geral. Lembrando que a água não se torna potável.

TANQUE ANAERÓBICO

A fim de evitar custos maiores com o serviço de manutenção das áreas verdes, este esquema abaixo mostra uma opção de rega através da capilaridade. A água das chuvas, ou da reutilização das águas servidas, penetram no solo onde parte fica armazenada (a outra parte é capturada pela vegetação e o restante evapora). A água reservada será puxada pelas raizes das plantas, ou pela tendência a evaporar e subir, fazendo automaticamente a rega.

SISTEMA DE REGA

A implantação do edifício segue parâmetros naturais de insolação e ventos, a fim de aproveitar com a máxima eficiência, os recursos naturais renováveis geradores de energia.

Para tanto foram estudados os mapas de vento e insolação, conforme mostram as figuras abaixo.

MAPA DE INCIDÊNCIA DE VENTOS E INSOLAÇÃO NO BRASIL

6.AS PRÁTICAS DE SUSTENTABILIDADE

O SUPER ADOBE

O super adobe é terra batida e empilhada em sacos formando a alvenaria. Basta chapiscar por cima e aplicar demais revestimentos normalmente. Toda a alvenaria do edifício seria construida com esta técnica. A terra seria proveniente da própria escavação do subsolo. Por ser ensacada, a terra não necessita de tratamento ou limpeza. Sua estabilidade estaria garantida por montantes que “amarrariam” o superadobe na estrutura metálica. Não é necessária mão de obra especializada e este tipo de fechamento tem excelentes qualidades térmicas e acústicas.

É LOGO ALI

O Centro Empresarial abrigará em sua cobertura uma Horta Urbana, modalidade de produção de alimentos cada vez mais difundido. Os próprios moradores podem se envolver no plantio ,adquirindo uma ocupação rentável. A principal idéia, que é um dos muitos parâmetros da sustentabilidade, é não percorrer grandes distâncias para ter o fornecimento de qualquer produto. Poderiam os vegetais servirem de alimento nos restaurantes do bairro, ou dos próprios estabelecimentos do setor alimentício instalados no edifício.

BONS VENTOS SOPRAM


 A turbina eólica apresentada na foto (de eixo horizontal), por ser de pequeno porte, pretende ser uma boa alternativa de geração de energia nos grandes centros urbanos, onde o que não sobra é espaço. Estas turbinas podem ser instaladas nos topos dos edifícios e por serem de estrutura muito leve, não sobrecarregam a estrutura do edifício. Toda a cobertura do Edifício receberia a plantação eólica. O edifício tentará necessitar o menos possível de energia elétrica proveniente da concessionária local.

LIXO ÚTIL

Este modelo de aquecedor solar utiliza garrafas PET em sua confecção. As garrafas servem como estufas, esquentando o ar dentro delas. Em seu interior, há tubulações de água fria passando. O ar quente aquece a água e esta se dirige para o boiler (reservatório especial para armazenar e manter a água quente por longos períodos de horas).

NADANDO EM LIXO

Nossos lixões já estão saturados. O sistema de coleta seletiva visa diminuir os resíduos gerados no edifício, sendo que quase 100% de tudo o que produzimos pode ser reciclado, até mesmo os resíduos orgânicos viram adubo para culturas orgânicas (sem uso de pesticidas ou químicas). Não ocupa muito espaço, e pode ser fonte geradora de renda pela venda dos materiais recicláveis. O sistema de coleta seletiva seria implantada também junto à via, incentivando a separação do lixo pelos pedestres.

ENERGIA INESGOTÁVEL

A fachada norte da edificação seria uma empena cega coberta de painéis fotovoltaicos em toda a sua altura. A rotação e o afastamento do edifício permitirá iluminação desta fachada por quase todo o dia. Aqui no Brasil, e em muitos países tropicais, temos a vantagem de a nossa iluminação por hora ser equivalente (em energia produzida) a um dia de sol nos países afastados dos trópicos. Temos de aproveitar esta eficiência. Serão 250m² produzindo energia suficiente para abastecer 10 apartamentos durante 24 horas.

ACESSE A SEGUIR AS PRANCHAS COMPLETAS DO PROJETO DE EDIFÍCIO MULTIUSO SUSTENTÁVEL

PRANCHA 1

PRANCHA 2

PRANCHA 3

PRANCHA 4

PRANCHA 5

PRANCHA 6