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Estação de Monotrilho de Grande Capacidade (Estação Cidade Tiradentes – Linha 2 – verde do metrô)

LOGOTIPO_MONOTRILHO_RAPHAEL_TOSCANO®

PROPOSTA

Antes considerado um bairro dormitório, Cidade Tiradentes vê seu panorama mudar. A Zona Leste tornou-se o principal vetor de expansão da cidade de São Paulo, razão pelo qual temos a necessidade de melhorias nos âmbitos de todos os serviços públicos ofertados para a região.

Muitos conhecem ou já ouviram falar do Fura-Fila, corredor de ônibus proposto pelo ex-prefeito Celso Pitta. Estava previsto no PITU 2025 (Plano Integrado de Transportes Urbanos), que define a criação e expansão dos transportes para a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP).

Logicamente a demanda foi alterada ao longo desses anos, e a Companhia do Metrô de São Paulo estudou a proposta de implantação de um modal ainda desconhecido no Brasil, e no mundo: o monotrilho de grande capacidade.

fabricado especialmente para esta demanda, será capaz de transportar até 550 mil passageiros/ dia, e substituirá o antigo fura-fila, atual Expresso Tiradentes, no trecho entre Vila Prudente e Cidade Tiradentes, com as obras já iniciadas, integrando-o com o metrô, sendo uma extensão da Linha 2 – Verde.

A concepção formal do projeto inicia-se pela cuidadosa escolha do terreno. Era necessário localizar um terreno amplo, que possibilitasse a diluição do grande fluxo de passageiros e usuários flutuantes, que buscasse ão produzir desapropriações e que otimizasse sua utilização. Este local, foi localizado junto à Avenida dos Metalúrgicos, de fronte ao Hospital Cidade Tiradentes, que nomeou a estação, passando a ser conhecida como “Estação hospital Cidade Tiradentes”.

FOTO_AÉREA_REFERÊNCIAS

Legenda:

01 – Hospital Cidade Tiradentes

02 – ETEC de Saúde Pública

03 – Clube Escola Municipal

04 – Centro de Artes Pombos Urbanos

05 – Escolas (municipais e estaduais)

06 – CEU Água Azul

07 – Escola Técnica

O TERRENO

O entorno colaborou para a otimização de seu uso, pois traz a implantação de outros importantes equipamentos públicos como a Escola Técnica de Saúde Pública, o CEU Água Azul, um Clube Escola da prefeitura, o Centro Cultural Pombos Urbanos, cerca de 7 escolas públicas próximas, em um raio menos que 500 metros da estação proposta, além do projeto do Centro Olímpico Municpal, no terreno livre adjacente à estação.

Além desses equipamentos, o terreno escolhido apresenta-se entre duas grandes massas habitadas, com mais de 220 edifícios de conjuntos habitacionais. Como a Cidade Tiradentes, ainda não produz número suficiente de oportunidade de emprego e renda, essa população toda desloca-se diariamente em busca dessas oportunidades no Centro de São Paulo e em outras regiões, o que reforça a necessidade de um transporte público de qualidade.

Seguindo o plano da Cia. do Metrô de São Paulo de implantação do monotrilho, a proposta acadêmica dá origem à concepção de uma estação que não seja padronizada (que foi parâmetro determinado pelo Metrô) e busca criar um edifício diferenciado das demais estações, que traga uma identidade à região que seja articulador entre espaços urbanos descontínuos por falta de infra-estrutura de locomoção, como ruas sem saída e grandes desníveis entre vias.

O projeto irá inserir-se em um forte contexto urbano, em uma região de constantes mudanças biofísicas, com dinâmicas de crescimento exponencial e que, a cada dia, busca integrar-se ao caos da urbe São Paulo.

DIAGRAMA_DE_ACESSOS

DIAGRAMAS_DE_FLUXO_PAVIMENTOS

A CONCEPÇÃO

Escolhido o terreno, este fora confirmado pela Cia. do Metrô, tempo depois, como o real local de implantação da estação referida, pelos mesmos motivos anteriormente apresentados. A concepção parte da intenção de integrar as vias de cota superior com a Avenida dos Metalúrgicos, em cota inferior. A estação funcionará como elemento articulador de vias desconexas, permitindo livre passagem de pedestres em seu interior (Vide diagrama de fluxos).

A estação crava-se no monte, como este sendo parte de sua arquitetura. Escava-se parcialmente o morrote e exibi-se a cortina de concreto armado, como composição de fachada contínua ao elemento natural que é o arrimo, como uma rocha aparente e com função de sustenção do corte do terreno. Discretiza-se a rocha e teremos o minério de ferro, na forma de perfis das fachadas em aço patinável (escolhido devido à alta salinidade do solo micáceo e da atmosfera local), como demonstra o diagrama de composição de fachada abaixo.

Em um jogo com duas ferramentas do arquitetos – os esquadros de 45° e 30°/60° – temos a angulação dos perfis compositivos das fachadas, o que padroniza os cálculos de forças, já que as faces do edifícios têm função estrutural.

DIAGRAMA_DE_COMPOSIÇÃO_FACHADA

Abaixo, os ângulos compositivos dos perfis metálicos das elevações. Tal angulação permitiu o cálculo uniforme dos perfis e a padronização na produção do diagrama das fachadas.

DIAGRAMA_ANGULOS

Buscando identidade com a região e afirmando a estação proposta como equipamento de uso público, além da passagem livre entre os pavimentos, tem criada uma área para comércio popular local no térreo e uma praça com acesso na cobertura, além de uma baia e ponto para microônibus da localidade. O exercício de projeto da estação de monotrilho permitiu estudos em todas as escalas, partindo do urbano, com sua ideologia de implantação articuladora e como parte de um elemento natural do terreno, indo à escala do sistema estrutural, adequando seu programa ao fluxo de passageiros e instigando à novas soluções construtivas e a correta utilização dos materiais, produzindo uma concepção arquitetônica de Desenho Total.

Abaixo, a tomada das duas principais fotos para visualização do terreno.

FOTOS_TERRENO

A seguir, o projeto completo da Estação de Monotrilho:

PROJETO_IMPLANTAÇÃO

PROJETO_TÉRREO

PROJETO_MEZANINO_INFERIOR

PROJETO_PLATAFORMAS

PROJETO_MEZANINO_SUPERIOR

PROJETO_COBERTURA

PANORAMICA_COBERTURA

PROJETO_CORTE_AA

PROJETO_CORTE_BB

PROJETO_CORTE_CC

PROJETO_ELEVAÇÃO_01

PROJETO_ELEVAÇÃO_02

PROJETO_ELEVAÇÃO_03

PROJETO_PASSARELA

DETALHAMENTOS

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